sexta-feira, 30 de abril de 2010

Católicos alemães pedem saída do Papa após casos de abuso sexual contra menores




O movimento católico progressista alemão Iniciativa Igreja de Baixo (IKvU, na sigla em alemão) pediu a saída do papa Bento XVI em decorrência dos recentes casos de pedofilia surgidos na Alemanha e que envolvem religiosos do país.

"Seria um gesto purificador se [Joseph] Ratzinger dissesse: 'sou um obstáculo a uma purificação da Igreja. Me demito'", declarou o diretor do movimento, Bernd Goehring, segundo informações do jornal Financial Times Deutschland.

Entre as críticas citadas pelo religioso estava o caso surgido na sexta-feira, no qual um padre pedófilo foi transferido para Munique na época em que Bento XVI era arcebispo de Munique e Freising, tendo continuado a exercer seu trabalho pastoral na região.

O então vigário-geral da arquidiocese, Gerhard Gruber, que atualmente possui 81 anos, assumiu toda a responsabilidade sobre a questão, afirmando que a decisão de transferir o padre acusado de abusos sexuais contra menores partiu unicamente dele.

Uma nota divulgada no site do arcebispado dizia que o Papa ordenou somente que o sacerdote fosse acolhido em uma casa paroquial para fazer terapia, e que foi Gruber, "afastando-se desta decisão", quem o designou sem limitações a uma paróquia de Munique.

Para Goehring, a admissão do ex-vigário-geral é uma manobra tática. "Do nosso ponto de vista, é uma questão de responsabilidade moral", informou ele.

Ontem, o padre envolvido no caso, identificado como Peter H, foi contestado por alguns fieis da paróquia de Bad Tölz, na região da Baviera.

Atualmente com 62 anos, o religioso foi transferido em 1980 da diocese de Essen, na Renânia do Norte-Vestefália, onde cometeu violências contra menores. Ele continuou a abusar de crianças após a transferência e foi condenado a 18 meses de prisão em 1986.

H recebeu o cargo de pároco de Bad Tölz em 2008, mas os fieis souberam de seus antecedentes somente após a denúncia feita pelo jornal Süeddeutsche Zeitung. Como ele não celebrou a missa dominical, alguns fieis se manifestaram querendo saber onde o sacerdote estava; outros protestaram e houve aqueles que deixaram a Igreja durante o confronto.

Também recentemente surgiram denúncias de abusos sexuais cometidos durante os anos 1970 e 1980 em escolas jesuítas alemãs, além de suspeitas no coro da catedral de Regensburgo, que foi dirigido pelo irmão do Pontífice, Georg Ratzinger, durante trinta anos.

Em referência aos casos de pedofilia, o vice-presidente do parlamento local, Wolfgang Thierse, membro do Comitê Central dos Católicos Alemães, declarou que "a credibilidade da Igreja está vacilando de modo muito grave" e pediu "maior honestidade" a Bento XVI.

"A consternação dos crentes é enorme", disse o congressista a uma emissora pública, dizendo-se favorável ao relançamento do debate sobre o celibato. Segundo ele, "a Igreja deve ser mais honesta e severa consigo mesma e isto vale também para o Papa".


Fonte: Ansa
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Cristão é solto após três anos na prisão no Vietnã



Um importante padre católico foi liberto da prisão em Hanoi, após três anos de confinamento na solitária. O padre de 63 anos sofreu dois derrames na prisão, que o deixaram parcialmente paralisado.

A liberação do padre aconteceu após uma campanha internacional feita a seu favor, na qual a organização Christian Solidarity Worldwide (CSW) estava envolvida. A campanha foi liderada pelo grupo norte-americano Freedom Now, e incluiu uma declaração de 37 senadores dos EUA pedindo que o presidente do Vietnã soltasse o padre Nguyen Van Ly. Apesar das ações feitas nos últimos meses, a notícia chegou apenas na segunda-feira pela manhã.

O padre Ly era defensor dos direitos humanos desde os anos 70, realizando campanhas pela liberdade religiosa, democracia liberdade de imprensa. No total, ele passou mais de 15 anos na prisão.


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Hindus proíbem distribuição de material cristão e ameaçam pastor






INDIA: No dia 15 de março de 2010, a polícia foi até a catedral de Karwar (cidade costeira em Karnataka, Índia), e alertou o líder da igreja a parar de distribuir impressos cristãos e materiais que contenham referências cristãs, alegando que eles “ofendem o hinduísmo” e seus seguidores.

Esse é mais um exemplo dos incidentes que mostram a considerável deterioração do respeito pelos direitos humanos e pela liberdade religiosa no Estado de Karnataka.

No dia 5 de março de 2010, um grupo de hindus tentou enterrar um corpo em um cemitério cristão, usando rituais hindus. Quando o pastor local pediu para eles interromperem a “cerimônia”, eles o agrediram.

A agressão continuou no domingo, quando o grupo não permitiu que o pastor realizasse um culto. Eles disseram que tomariam o templo e o transformariam em um salão público. Uma organização interferiu para socorrer o pastor.

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Cristãos enfrentam muitos obstáculos para pregar o evangelho no Uzbequistão



Ocupando a 10ª posição daClassificação de países por perseguição,a liberdade religiosa no Uzbequistão deteriorou-se durante o ano passado. A atmosfera ficou mais anti-protestante. Isso ficou evidente no aumento de invasões a cultos cristãos e no confisco de livros. Muitos cristãos foram presos e multados, líderes foram interrogados e sofreram abuso físico e mental em delegacias.

Parentes de cristãos usam o abuso físico para pressioná-los a se converter ao islamismo.

Outro sinal de mudança é o fato de as autoridades usarem os meios de comunicação para difamar os cristãos. Foi exibido um documentário na televisão, originalmente transmitido no maio de 2008, denominado “Nas garras da ignorância”. No filme, os cristãos são retratados de modo negativo, identificados com seitas e descritos como satanistas. Cristãos ativos na igreja foram acusados de drogar e dinheiro para atrair pessoas ao cristianismo. O programa também afirmou que a “seita protestante” tenta atrair crianças.

O documentário foi reprisado várias vezes, mais recentemente em setembro de 2009, e já foi lançado em DVD. O impacto foi intimidador, resultando em sentimentos anti-cristãos.

Apesar da perseguição, a Igreja no Uzbequistão continua a crescer. Muitos cristãos procuram formas de pregar o evangelho. Eles enfrentam muitos obstáculos – por exemplo, a pregação e o louvor na língua uzbeque são proibidos, e as comunidades não podem obter o registro. Sem ele, as reuniões são ilegais.


PEDIDOS DE ORAÇÃO

• O governo controla a Igreja por meio da polícia secreta, solicitando o registro das congregações. Ore para que esse controle se suavize e para que a Igreja tenha mais liberdade e segurança para se reunir.

• Os líderes uzbeques que são evangelistas ativos geralmente recebem "convites" da polícia para serem interrogados. Ore pela segurança desses líderes, e também para que eles perseverem na fé em Cristo.

• A importação e a impressão de livros cristãos são atividades proibidas no país, mas a Igreja tem muita necessidade desse recurso. Ore para que haja abertura para a produção de material no país, e por maneiras criativas de suprir a Igreja enquanto houver opressão.

• Interceda pelas esposas dos líderes cristãos. Seus maridos estão sob pressão do governo e tiveram de se esconder. Suas famílias têm ficado abaladas com isso, e muitas esposas têm de lutar contra a depressão.


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Fonte: Portas Abertas
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