sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Após confirmação de dois casos, Amapá anuncia medidas para combater chicungunya

Pacientes são uma professora de 31 anos e seu pai, de 57 anos
Desde janeiro, foram registrados 39 casos de chicungunya no Brasil


O governo do Amapá anunciou nesta quinta-feira (18) uma série de medidas para intensificar o combate ao vírus chicungunya após a confirmação dos dois primeiros casos autóctones da doença no Brasil. O diagnóstico foi confirmado por laboratório na terça-feira (16). Os pacientes são uma professora de 31 anos e seu pai, de 57 anos. Os dois apresentaram os primeiros sintomas da doença em 26 e 27 de agosto passado em Oiapoque, município do Amapá na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa.
As medidas anunciadas buscam impedir que a transmissão do vírus a partir de casos autóctones e não importados possa avançar para uma situação epidêmica na região Norte e chegue a outras regiões do País.
Entre as ações anunciadas pela Secretaria de Saúde do Amapá se destaca a emissão de um alerta entre as unidades e postos de saúde do estado para que intensifiquem a busca de novos casos suspeitos.

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A Coordenação de Vigilância em Saúde da secretaria anunciou um aumento do número de fumigações de inseticida em áreas de possível proliferação do Aedes aegypti, o mosquito que transmite tanto o vírus do dengue como do chicungunya.

O secretário de Saúde do Amapá, Jardel Nunes, viajou para o Oiapoque para coordenar as ações de combate ao vírus e avaliar os resultados do plano de contingência que já tinha sido implantado e que foi reforçado com equipamentos médicos enviados de Macapá.

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De acordo com a Secretaria regional de Saúde, além dos dois casos já confirmados, outros 21 pacientes suspeitos estão sob observação pois têm os sintomas da doença, 11 deles em Oiapoque e os outros 10 em Macapá. Nunes admitiu o temor de um surto da doença em Oiapoque por sua proximidade à Guiana Francesa, onde já há registros de mortes por chicungunya, por isso também foi anunciada a instalação de uma barreira sanitária na fronteira.
Outro temor é de que o vírus possa ser transportado por portadores a outros municípios do Amapá, enfatiza o secretario. 
— Neste período eleitoral há um trânsito intenso de pessoas entre os municípios do extremo norte do estado e do interior. Essa é nossa maior preocupação já que o vírus pode ter se propagado rumo a outras áreas.
Desde janeiro, quando as autoridades anunciaram um plano de contingência diante da aparição de casos autóctones da doença em vários países das Américas, foram registrados 39 casos de chicungunya no Brasil, 37 em pacientes que importaram a doença após viajar para nações com transmissão do vírus. Os dois primeiros casos de pacientes que contraíram a doença sem ter saído do país foram os de Oiapoque. 
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